terça-feira, 23 de agosto de 2011


“Não estou vivendo perigosamente. Troquei o perigosamente, pelo INTENSAMENTE, INCONSEQUENTEMENTE, APAIXONADAMENTE.
Não há perigo. Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instruções.”

(Martha Medeiros)


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ou: que se há de fazer ...


Andei amando loucamente, como há muito tempo não acontecia.
De repente a coisa começou a desacontecer.
Bebi, chorei, ouvi Maria Bethânia, fumei demais,
tive insônia e excesso de sono,
falta de apetite e apetite em excesso,
vaguei pelas madrugadas, escrevi poemas (juro).
Agora está passando: __um band-aid no coração, um sorriso nos lábios –
e tudo bem. Ou: que se há de fazer.

Eu vou ...


Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções.
Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos.
E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar."